terça-feira, 12 de julho de 2011

Críticas sobre Filmes : Trilogia Matrix

"Você já teve um sonho, Neo, em que você estava tão certo de que era real? E se você fosse incapaz de se acordar desse sonho? Como saberia a diferença entre o mundo do sonho e o real?" (Morfeu questionando Neo, Filme Matrix).

Oi gente que saudade!!Começo o post com esse diálogo de Neo e Morfeu pq acho que ele define exatamente o que o roteiro e o filme querem questionar do público... E pra falar a verdade esse filme me traz questinamentos intensos sobre o que queremos, o que podemos ser, o que acreditamos e o que é realidade... Putz que confusão!! hahaha ta eu não sou tão complicada assim não se assustem :) pra muitos é só um filme de ficção normal, mas pra mim é uma forma muito sútil de dizer o quanto a Nova Ordem mundial pode ser evasiva em nossas vidas sem percebermos... Então SIGAM-ME OS BONS!!

Em 1999 surgia um filme, até então com pouco hype e desconhecido que, em pouco tempo, fora ganhando espaço na mídia, marketing e uma merecida reputação de “revolucionário”. Sucesso absoluto de público e crítica, considerado a melhor ficção científica dos anos 90 sem maiores concorrentes (além do fraco Star Wars Episódio 1: A Ameaça Fantasma, lançado no mesmo ano), Matrix foi um filme que brilhava em seus aspectos técnicos (e como!), mas que também trazia uma boa história de fundo, um enredo que procurava não deixar furos (claro, além das eventuais “brechas” para uma continuação) e um elenco extremamente competente que encaixou-se muito bem na trama, todos muito bem caracterizados.

O filme foi dirigido por Andy Wachowski e Larry Wachowski, que já haviam protagonizado antes o “mediano” Assassinos (com Antonio Banderas, Julianne Moore e Sylvester Stallone), em 1995, e o “bom” Ligados Pelo Desejo, em 1996. A genialidade dos dois irmãos permitiu a criação de um mundo paralelo totalmente diferente do que conhecemos como “nosso mundo”, misturando tudo isso com muita tecnologia, novas técnicas de filmagens e muito Kung-Fu. Temos aí uma das mais arrasadoras superproduções da última década.

Mais do que um campeão em crítica e público, Matrix foi um campeão, também, em premiações, levando muitas estatuetas para casa. Entre elas, todos os Oscars que disputou: Melhor Edição, Melhor Efeitos Sonoros, Melhor Efeitos Visuais e Melhor Som. No BAFTA, faturou os prêmios de Melhor Som e Melhor Efeitos visuais, e também foi indicado em outras categorias, como Fotografia, Edição e Figurino. Não podemos nos esquecer também do Grammy de Melhor Trilha Sonora. Se fossemos ficar falando dos prêmios que Matrix faturou, provavelmente passaríamos horas e horas aqui comentando apenas boa parte deles, então vamos pular essa parte visto que a intenção era só dar uma idéia da dimensão que o filme atingiu, caro leitor.

“What is The Matrix ?”

O filme conta a história do hacker Neo (Keanu Reeves), ou Thomas Anderson, sua identidade real, que até o ano de 1999 levava uma vida em que ele próprio acreditava ser real, comum. Até que finalmente Neo consegue contato com o misterioso Morpheus (Laurence Fishburn), que o introduz ao verdadeiro “mundo real”. E nessa nova realidade, Neo descobre que está a duzentos anos a frente do período que acreditava estar e que as máquinas dotadas de grande capacidade e inteligência artificial elevadíssima haviam acabado por tomar conta do mundo, ou o que sobrou dele.

As máquinas criaram um programa que simula a vida do século XX (Matrix) para satisfazer os escravos humanos enquanto elas drenam energia dos próprios. Neo é constantemente perseguido por alguns “Agentes” (computadores que tem acesso a Matrix e se materializam no corpo de quem bem entenderem) e é tido como “o escolhido” (The One), a quem Morpheus se refere como pessoa que irá liderar os humanos a reconquistar a Terra. Vale lembrar também que “o escolhido” tem a habilidade de mutar a Matrix, é o único dentre todos os humanos que pode desenvolver técnicas parecidas (e até mesmo superiores) as dos “agentes”.

Talvez um dos pontos em que o filme mais acerte seja na escalação de seu elenco. Os irmãos Wachowski, sem sombra de dúvida, escolheram a dedo as pessoas certas para cada um dos papéis do filme, desde o mais importante (protagonista) a grandes coadjuvantes. Keanu Reeves (Doce Novembro, Velocidade Máxima, O Advogado do Diabo) está perfeito como Neo, é uma das várias almas do filme. O público mergulha junto com Neo para tentar descobrir o que está por detrás de todo aquele mistério (“Follow The White Rabbit” – siga o coelho branco) que é nos apresentado no começo do filme. E por falar nisso, que começo não temos, hein? As cenas iniciais com a Carrie-Anne Moss (Chocolate, Planeta Vermelho), que interpreta “Trinity”, uma das pessoas que trabalham para o misterioso Morpheus, nos dá uma pequena amostra de como as cenas se seguirão durante a película. Perseguição, ação e muitos efeitos especiais! É uma abertura realmente empolgante.

O visual dos personagens é sempre assim, dark ao extremo. Roupas escuras, poucas palavras, óculos escuros (essenciais!), mas também muita elegância. Laurence Fishburn (Othello), no papel de Morpheus, está excelente também. Ele é quem apresenta o “mundo real” aos olhos de Neo, e todas as cenas que se seguem (desde Neo despertando no mundo real até Morpheus conversando com ele a respeito do que havia acontecido) são muito bem executadas. Mesmo sem aquele toque de ação do início do filme e que estaria por vir, o filme não fica monótono, muito pelo contrário, o público fica ávido para saber sempre mais de toda aquela situação, o que prova que Matrix já é um filme diferente dos demais do gênero. Ele não se reserva o direito de ter apenas cenas de ação boas e um enredo fraco; muito pelo contrário, é um filme para se ver e rever e prestar atenção em cada detalhe dado.

“- I Know Kung-Fu…”

“- Show Me!”

Outro grande ponto que Matrix chama atenção e merece destaque é em relação as coreografias de lutas e os estilos propriamente apresentados. Entre eles destacamos o Kung-Fu. E não há duvidas que os irmãos Wachowski são não menos que grandes admiradores dessa arte. As cenas eram gravadas, regravadas, editadas até que as mesmas satisfizessem a todos da equipe técnica. Em um certo trecho do filme, onde o diálogo acima ocorre entre Morpheus e Neo, eles estão a alguns segundos de entrar em um programa para enfim treinar as novas habilidades e técnicas adquiridas por Neo. Essa seqüência é realmente fantástica e incrivelmente bem conduzida e ensaiada. Todos os movimentos, as falas não deixam com que o público deixe sua atenção de lado por um segundo apenas.Alguns outros atores coadjuvantes roubam a cena durante muitas seqüências também. Como é o caso de Hugo Weaving (O Senhor dos Anéis: As Duas Torres e A Sociedade do Anel) na pele do implacável e impiedoso agente Smith. Um papel que certamente lhe renderá (e creio que está rendendo) maior destaque que seu elfo em O Senhor dos Anéis, mas torço para que ele desempenhe um bom papel nas duas sagas, afinal, é horrível para um ator ser lembrado insistentemente apenas por aquele filme determinado. Joe Pantoliano (Demolidor – O Homem Sem Medo, U.S. Marshalls – Os Federais, Bad Boys) também está legal no papel de Cypher, um dos operadores da Matrix do grupo de Morpheus. De todos ali no grupo, ele parece ser o mais diferente de todos, não só pela aparência, mas por suas atitudes também. Notamos que, com o passar do tempo, ele mostra algum ressentimento em relação a Trinity justamente por não ser “correspondido”. E para piorar um pouco as coisas, com a chegada de Neo, Trinity aos poucos vai criando feições pelo rapaz. Pronto está armado o cenário: a inveja corre solta... O que Cypher está prestes a aprontar é algo que muitos já sabem, previsível ou não, a maneira com que ele faz isso é bem colocada no filme. Reservo-me o direito de não falar para não estragar a surpresa de quem eventualmente ainda não assistiu o filme (se é que isso é possível).

Bullet-Time
Sem sombra de dúvidas uma das coisas que mais chamaram atenção em Matrix foram seus efeitos especiais. Um deles é o famoso e magnífico “Bullet-Time”, talvez um dos grandes responsáveis pelo Oscar de Melhores Efeitos Visuais, mas certamente não somente isso. O Bullet-Time é um efeito usado principalmente na cena em que Neo fica cara-a-cara com o agente Smith; a famosa cena do desvio das balas. A idéia para a criação do efeito foi até de certa forma simples, entretanto exigiu um pouco de trabalho para passá-la do plano teórico ao plano prático. Os irmãos Wachowski pegaram várias câmeras (muitas!) e as posicionaram em círculo. Num estúdio de fundo azul, Keanu Reeves treinou por varias vezes os movimentos que iria executar, e os fez rapidamente. Ai entra o pessoal da parte técnica: eles editaram a cena, adicionaram os efeitos das balas, deram uma lenta rotação de 360º à tomada e inseriram-na no ambiente em que ela estava sendo executada. Um trabalho realmente primoroso, que justifica os vários prêmios que levou.

Mas como já disse, os efeitos de Matrix não são sustentados apenas por Bullet-Time coisa nenhuma. Há varias outras cenas primorosas onde podemos ver os efeitos em ação, como é o caso da cena do resgate de Morpheus com o helicóptero. Essa cena está demais também, talvez mais do que bons efeitos visuais, ela traz um dos melhores efeitos sonoros que já vi nos cinemas. As explosões, os vidros quebrando, as balas caindo em direção ao chão enquanto tocam em alguns pedaços do helicóptero, o “mini bullet-time” que é utilizado quando o agente Smith acerta um tiro de raspão no pé de Morpheus, quando ele ainda está pulando, enfim, uma cena de ação perfeita, dirigida com maestria e jamais vista antes.

Não podíamos deixar de elogiar também uma outra seqüência de ação impressionante, talvez a que mais tenha empolgado a platéia nos cinemas: a invasão do prédio para-militar no final do filme. Realmente é incrível, desde sua concepção até sua edição. E por falar nisso, que edição não temos em Matrix, hein? Sempre perfeita, atuando no filme de forma simples e tendo um papel fundamental na hora da colocação de tantas tomadas com fundos azuis transpondo-os para ambientes reais.

Lembro que na época do Oscar de 2000, aconteceram alguns fatos que ainda lembro a respeito da premiação de melhores efeitos visuais. A equipe de Star Wars Episódio 1: A Ameaça Fantasma (que, diga-se de passagem, estava com uma enorme dor-de-cotovelo por ter perdido o prêmio) acabou dando algumas declarações dizendo que os jurados não sabiam distinguir em relação a qualidade técnica dos efeitos visuais, o que acabou gerando uma longa discussão entre qual realmente havia sido o melhor filme do ano naquele quesito. Certamente Star Wars tem seus méritos (e que méritos). Enquanto Matrix utiliza muitos efeitos, o mundo de “A Ameaça Fantasma” foi praticamente criado todo com efeitos visuais. É muito difícil encontrar uma tomada que não tenha um. A corrida de Pods está perfeita.

Entretanto, talvez um dos efeitos negativos do filme, e que não ocorre em Matrix, seja que em A Ameaça Fantasma você acaba não sentindo aquela interação entre efeitos, cenários e personagens. Com exceção da corrida de Pods, os efeitos estão ali para mera visualização (ou apreciação visual), os personagens não interagem com eles, tanto que depois de alguns minutos de exibição o público já de certa forma esquece deles visto que o “choque inicial” já havia passado. Já em Matrix ocorre exatamente o contrário. Há interação a todo tempo com os efeitos especiais, seja com o cenário, seja com os personagens ou com os três ao mesmo tempo, fazendo com que público surpreenda-se até o ultimo minuto. Trazendo isso para um plano mais atual, vemos que a equipe de George Lucas acabou sofrendo muitas críticas pelo segundo episódio de sua saga Star Wars também, O Ataque dos Clones, onde foi-se muito criticada a maciça utilização de efeitos visuais que, depois de alguns minutos de exibição, perdiam o dom de impressionar o público.

“- Guns, Lots of Guns...”

Não há dúvidas que Matrix usa e abusa do uso de armas, afinal, elas fazem parte da concepção e da temática do filme. Sem elas, todo esse universo pós-moderno e surreal do primeiro filme jamais poderia ter sido criado. Muitas foram as controvérsias em relação ao nível de violência contido no filme e isso lhe rendeu uma censura um tanto quanto “maluca” ao redor do mundo. Digo “maluca” porque Matrix teve todo tipo de censura, passando de 12 anos (Portugal, Suíça, Argentina) até a pesada censura de 18 anos (Irlanda, Espanha). Mas a média ao redor do mundo ficou entre 14-16 anos.É um aspecto muito importante esse, ainda mais para as continuações que estarão por vir (Matrix Reloaded e Matrix Revolutions), onde foram gastos muitos milhões por filme (cerca de 300 milhões de dólares para o segundo filme e mais 300 para o terceiro; só a título de comparação a saga do O Senhor dos Anéis completa custou cerca desses mesmos 300 milhões de dólares, que aqui estão sendo utilizados em um filme apenas). Portanto, a Warner vai ter que negociar muito uma censura mais leve para suas continuações para que uma boa parcela de público (leia-se “lucros”) não seja excluída de seu balanço final nos cinemas.

Finalizando, Matrix é tudo aquilo que um filme de ação realmente deveria ser. Tem uma parte técnica primorosa, uma direção mais magnífica ainda, um bom elenco e um roteiro que não deixa nenhum dos outros quesitos na mão, visto que estamos acostumados tanto a assistir filme de ação sem conteúdo algum. É um filme que será lembrado muito a frente do seu tempo, e com méritos totais, é claro.

Para você que é fã de Matrix, procure maiores informações a respeito da série Animatrix, que relata, entre outras coisas, como o mundo chegou ao estado original apresentado no primeiro filme. Lembramos a todos que Matrix Reloaded está agendado agora para Maio e que Matrix Revolutions sai no segundo semestre de 2003. Até lá fique ligado no CinePlayers para maiores informações.

Para aqueles que, além de cinéfilos de plantão (ou apenas fãs mesmo de Matrix) são gamers ávidos, fiquem ligado no jogo “Enter The Matrix”, que estará sendo lançado para todas as plataformas da nova geração (Playstation 2, GameCube, Xbox e PC) que trará além de uma boa trama, cenas gravadas pelos atores especialmente e exclusivamente para este jogo.

Prós:
- Efeitos Visuais revolucionários;
- É um filme de ação com “conteúdo”;
- Dois diretores com uma criatividade incrível e inimaginável;
- Ótimo elenco;
- O filme não segue tendência, pelo contrário, ele cria um estilo próprio.

Contras:
- A banalização do Bullet-Time. Não é bem um contra, e muito menos algo que a Warner ou os produtores do filme tenham controle sobre. Mas sejamos verdadeiros, a utilização do Bullet-Time por outras produções gerou uma certa banalização incrível do efeito. Filmes como Os Picaretas, Todo Mundo em Pânico, Gigolô por Acidente e diversos outros acabaram por extrapolar demais nas brincadeiras e / ou satirizações.

Agora, quatro anos depois, chega Matrix Reloaded aos cinemas, a primeira continuação direta do filme. Infelizmente, agora conta com a falta do anonimato e do “efeito surpresa” que teve no primeiro filme. Matrix tem se saído excepcionalmente bem nas bilheterias, mas coletando opiniões diversas das pessoas, incluindo extremos (muito bom ou muito ruim). Nas bilheterias, a produção de Joel Silver já bateu vários recordes como melhor estréia numa quinta feira, melhor dia de estréia, melhor estréia para um filme com censura “R” (de “restricted”) e muitos outros que ainda se encontram um passo a frente a serem batidos. O único que ficou para trás foi de fato o de “melhor fim de semana para um estreante”, que continua com Homem-Aranha.

Como era de se esperar, Matrix Reloaded é um bom filme, possuidor de alguns defeitos, mas ainda assim um pouco abaixo do filme original. Ele começa exatamente como o primeiro episódio da saga, com uma seqüência espetacular envolvendo Trinity (Carrie Ane Moss). Entretanto logo após essa seqüência, as cenas que se seguem são muito monótonas.

Somos finalmente apresentados ao mundo “como ele realmente é” fora da Matrix. A primeira vista tudo bem, entretanto, as cenas que se passam ali são realmente horríveis. A festa rave intercalada com a seqüência da transa entre Neo e Trinity é muito mal apresentada. A imagem, também, que fica a respeito dos verdadeiros cidadãos de Zion é das piores. Aquela festa mais parecia uma grande orgia de um povo que está pensando em tudo, menos em sua própria destruição. Péssima seqüência, de um tremendo mau gosto também.Mas existem adições quanto ao elenco, que foram satisfatórios enquanto outros nem tanto. Harrold Jr., que interpretou o personagem “Link” (o novo operador da Nabucodonossor) foi uma das boas novas surpresas. Simpático, simples e divertido, o público em algumas passagens é levado aos risos frente suas expressões. Um personagem bem melhor trabalhado que qualquer um dos operadores que apareceram no filme original. Monica Belucci está realmente muito bonita no filme, aquela cena no banheiro realmente mexe com a platéia. Aliás, umas das coisas que Matrix Reloaded apresenta como ponto significante é seu senso de humor, que não esteve tão presente assim no primeiro filme. Merovingian, o rapaz apontado pela oráculo a quem Neo deveria procurar, contribui para isso, seu modo “francês” de falar proporciona algumas risadas. Claro, numa outra escala, os gêmeos foram outra boa adição ao filme.

Entretanto, nem todos os personagens que foram adicionados à trama foram assim tão bons. O núcleo “humanos maus” do filme, que antes era protagonizado pelo operador “Cypher”, agora fica sobre os ombros de um jovem rapaz, com um visual não muito agradável, que realmente não tem a mínima graça. Cypher era de fato inúmeras vezes melhor trabalhado.

Quanto a história, Reloaded mantém ainda boa parte da trama iniciada com o filme original e expande seus horizontes ainda mais. As revelações feitas pelo oráculo são simples de serem digeridas. Contudo, na parte em que entra em cena o “Arquiteto” da matrix, aí as coisas podem se complicar um pouquinho. Pelo ritmo rápido com que as coisas são explicadas a Neo, o público pode se sentir um pouco confuso, mas logo encontram-se no meio de tantas palavras.

There is no Spoon

Agora finalmente vamos falar da parte que, em si, merece um capítulo a parte: as cenas de ação do filme e os efeitos especiais.

Reloaded traz duas seqüências que por si só já entram para a história do cinema. A primeira, quando Neo luta com mais de 100 “Smith’s” ao mesmo tempo, notamos a que ponto chegaram os efeitos especiais em um filme. Ali, todos, cada um dos Smith’s presentes, são não mais do que projeções, efeitos especiais, nenhum de fato é real. E em parte alguma de toda seqüência você sequer desconfia que qualquer um daqueles que estão lutando com Neo não sejam reais. Uma cena dificílima de ser gravada, Keanu Reeves provavelmente deve ter tido uma boa dor de cabeça na hora de filmar tudo aquilo.

Quanto a cena da auto-estrada... Ah, o que dizer? A maior e melhor cena de ação de todos os tempos já vista no cinema? Talvez sim, provavelmente... A seqüência inteira é tecnicamente perfeita e custou milhões de dólares aos cofres da Warner para ser realizada. Mas o resultado é simplesmente de encher os olhos. Uma seqüência para se ver e rever e guardar para a eternidade. Posso até prever já as vendas do DVD de Reloaded, minha nossa...

Fotografia, som, efeitos sonoros, coreografia, cenários, edição... Enfim, todos os demais aspectos técnicos que compõem a película estão maravilhosamente bem feitos e colocados, e funcionam espetacularmente fazendo com que o visual do filme fique ainda mais bonito e “cool”.Matrix Reloaded é um blockbuster de primeira, que preserva muitos dos aspectos apresentados no primeiro filme e acrescenta outros tantos. O filme pode não ser tão bom quanto o original, mas ainda assim é uma ótima diversão, de primeira linha. Um filme que muita gente irá ver, metade irá realmente gostar e poucos irão entender. Do mais,

Revolutions o terceiro filme sa série incrivelmente completo, ao mesmo tempo que assume total simplicidade. Para quem conhece a história de Reloaded, e soube identificar seus principais pontos (não estarei entrando nesses detalhes aqui), Revolutions é fácil de entender. A verdade é que toda e qualquer complexidade assumida pelo capítulo anterior foi jogada água abaixo. Não há em Revolutions teorias para se discutir por dias a fio. Os irmãos diretores deixaram o maior tempo bem claro quem é quem e o que acontece dentro do filme. Não que seja possível sair de uma primeira sessão do filme sem perguntas na cabeça, mas de certa forma Revolutions é uma antítese de Reloaded neste quesito. E isso é bom ou é ruim?

Os dois! Bom pois o filme conseguiu resolver pelo menos boa parte das questões apresentadas antes, mesmo que muitas delas fiquem em aberto ou simplesmente esquecidas ao final de Revolutions (sem entrar em detalhes, o que aconteceu com todos os tão perigosos e imortais agentes apresentados em Matrix 1, ao final de tudo?, só para citar um exemplo). Mas é principalmente ruim! Com tais simplificações, Revolutions acaba sendo pouco mais do que um filme de ação comum, bem contra o mal, lotado de situações clichês e sem o tom grandioso (exceto pelo seu final) que todos os fãs gostariam que o filme tivesse. A escolha de tornar o terceiro filme acima de tudo um filme de ação acaba, então, fazendo com que a série Matrix não possa ser comparada a outras séries que serão imortalizadas pelo cinema, como Star Wars e O Senhor dos Anéis, por não manter a regularidade esperada depois de Matrix 1.

Revolutions é, finalizando, um passo abaixo em termos de história, em relação a Matrix 1, mesmo que eu tenha saído satisfeita (embora não sorridente) com as resoluções tomadas para o final da série, ainda que parte delas sejam bem questionáveis em termos de bom gosto (mesmo se vistas com a cabeça muito aberta). Só que como toda moeda tem dois lados, digo que Revolutions é um passo acima de Reloaded - e esse passo faz o filme QUASE alcançar o nível de Matrix 1 – em termos de diversão e satisfação final. O que não o faz alcançar os níveis de Matrix 1 é justamente sua história não incrivelmente excitante (não há nada de realmente novo no mundo de Matrix neste capítulo que não tenha sido apresentado antes).

Há também alguns pontos risíveis em Revolutions, que seguem a linha de Reloaded. Alguns diálogos muito ruins, coadjuvantes que parecem sair de um filme pornô (veja a luta na entrada do clube, por exemplo) e alguns momentos beeeeeeem lentos fazem do filme uma verdadeira chateação em alguns momentos. É daqueles momentos que, no futuro, quando o filme for visto em casa, você vai dar fast forward no seu controle remoto. Mas não é motivo para preocupação, mesmo filmes que considero “perfeitos” (não literalmente, óbvio, visto que isso é humanamente impossível), possuem tais momentos. As Duas Torres é um exemplo disso.

Tecnicamente Matrix Revolutions segue uma linha mais “dark” em relação a Reloaded, é um filme muito mais escuro em sua fotografia (com exceção de dois lindos momentos) e sangrento. Mais barulhento também, a batalha em Zion é épica, possui momentos de babar em meio a momentos fracos, que abusam da inteligência do espectador. Os diretores conseguem, pelo menos, deixar um clima bem tenso, criando uma fase de preparação, assim como aconteceu na batalha do Abismo de Helm em As Duas Torres. No final, até que é possível se importar – um pouquinho – com os personagens dentro da batalha.

Os efeitos especiais estão ainda melhores que em Reloaded. Se este filme levar o Oscar na categoria (assim como Matrix 1 levou no ano em que concorreu), não creio que seja uma injustiça, mesmo antes de assistir seu provável concorrente, O Retorno do Rei. A comentada batalha final, que relembra os filmes de Superman onde o herói combate Lex Luthor nos céus, é simplesmente perfeita, excitante, e com uma resolução escrita no capricho pelos Wachowski (e um dos poucos momentos que pode confundir o espectador, em termos de enredo). Momento babante do ano até o momento!

Quando escrevi sobre Reloaded, comentei a óbvia inspiração da equipe de arte em filmes como Star Wars, por exemplo. Aqui a inspiração fica ainda mais evidente, e em outros filmes também, como Alien, de Ridley Scott. Tudo, claro, perfeitamente desenhado, elaborado, em um trabalho técnico maravilhoso, mistura de computação com outras técnicas manuais de poucos precedentes no mundo do cinema. A trilha sonora do filme é, assim como tudo até aqui (e sei que isso deve estar repetitivo), cheia de altos e baixos. Músicas épicas para momentos épicos (a música dos créditos finais desta vez tem um estilo diferente, e é linda), e também muito lixo auditivo em meio de tantas cenas de ação, seguindo o gosto dos diretores.

Então é isso! Depois de quatro anos a série Matrix apareceu, passou e deixou algumas marcas. Muitas negativas, que justificam a opinião de algumas pessoas de que “as sequências não deveriam ter existido”, mas o saldo geral é muito positivo. Sem dúvida, foram filmes divertidíssimos, com alguns personagens incríveis (Smith acaba sendo o meu favorito de toda a série, mesmo aparecendo pouco em Revolutions) e efeitos que fizeram – e farão – outros diretores terem inspiração por anos. Foi como uma grande volta numa montanha-russa. Poderia ter sido um pouco mais alta, com curvas mais fechadas e descidas mais emocionantes, mas que foi uma ótima volta na montanha-russa, isso foi. Por sequência, prefiro: Matrix 1, Revolutions e Reloaded.

'Matrix Reloaded' acabou abrindo várias questões que precisavam ser respondidas no terceiro e último (será?) filme da série:

Neo é um programa da Matrix? Zion é uma realidade virtual feita para os que não aceitam ficar dentro dela? Como Neo pode controlar e destruir os Sentinelas? Quem é Merovingian e o que ele quer? Como Smith se apossou do corpo de Bane fora da Matrix?

Nada disso é respondido em 'Revolutions', pelo menos de forma direta e explicita... Tudo fica aberto.Neo entra em coma no final do segundo filme, e acaba indo para um lugar chamado 'Limbo', onde programas com problemas ficam presos para não afetar o mundo virtual, ou seja: Neo é um programa. Mas como um programa pode viver fora da 'Matrix', como Neo faz? Se isto significa que Zion é outro programa, o filme não deixa claro.Nada é explicado, nada é respondido, as portas ficam abertas para a imaginação dos telespectadores, que se disiludem por não saber o que a história tenta nos passar. Será que esqueceram de colocar mais meia hora de projeção?

Se 'Revolutions' é o final de uma trilogia que começou com um ótimo filme, ele acaba parecendo apenas o meio de uma história não-acabada. ENTÃO ESPEREM O 4° FILME pq ele vem ai qualquer hora! TOMARAAAAAAAAA!!! Alguem tem que me respoder essas questões POOO! rsrsrsr

Ahhhhh essa é dica gente!!!!! vejam Matrix, Matrix Reloaded e Matrix Revolutions e divirtam-se só não saiam de sobretudo por ai atirando em geral taaaaa é só um fime!! Galeraa!! UAHAHAUAHAUAAHUA

Bjus Buena

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